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Vitamina D baixa: valores de referência, exame e quem deve medir

Ilustração editorial de um tubo de coleta sem rótulo, um copo de água e um caderno fechado sob um raio de sol.

A SBEM e a SBPC/ML consideram normal o 25(OH)D entre 20 e 60 ng/mL na população geral e deficiência abaixo de 20 ng/mL; para grupos de risco, a faixa ideal é de 30 a 60. Só o exame mostra o seu valor, e a conduta, inclusive a dose, é decisão do médico.

Fatos-chave

  • Para a SBEM e a SBPC/ML, na população geral, o 25(OH)D entre 20 e 60 ng/mL é normal e abaixo de 20 ng/mL é deficiência. [1]
  • Para grupos de risco, como pessoas com mais de 65 anos e gestantes, as duas sociedades veem benefício potencial em manter o 25(OH)D acima de 30 ng/mL. [1]
  • O NIH cita 50 nmol/L (20 ng/mL) como suficiente para a maioria das pessoas e risco de deficiência abaixo de 30 nmol/L (12 ng/mL). [2]
  • A SBEM e a SBPC/ML apontam risco de intoxicação com 25(OH)D acima de 100 ng/mL, e a EFSA fixa em 100 µg por dia o nível máximo tolerável para adultos. [1] [3]
  • O Dolce Calcio traz 50 µg de vitamina D3 e 1.000 mg de cálcio em 1 caramelo, no teto de 50 µg que a IN 28 admite por dia. [4]

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Os valores de referência no Brasil

O exame que mostra o estado da vitamina D mede o 25-hidroxivitamina D, o 25(OH)D. Em 2020, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) publicaram um posicionamento conjunto com faixas por situação, resumidas abaixo. [1]

Faixas de 25(OH)D no posicionamento da SBEM e da SBPC/ML
Faixa 25(OH)D A quem se aplica
Deficiência Abaixo de 20 ng/mL População geral
Adequado 20 a 60 ng/mL População geral com menos de 65 anos
Ideal 30 a 60 ng/mL Grupos de risco, como idosos e quem cai com frequência
Risco de intoxicação Acima de 100 ng/mL Qualquer pessoa

Os próprios autores lembram que as recomendações de outras diretrizes internacionais diferem da deles, o que mostra que o tema segue em debate. [1] O NIH, por exemplo, informa que os valores de 25(OH)D associados à deficiência não foram definitivamente identificados; o Conselho de Alimentação e Nutrição dos Estados Unidos considera suficiente 50 nmol/L (20 ng/mL) para a maioria das pessoas e vê risco crescente de deficiência abaixo de 30 nmol/L (12 ng/mL). [2] Por isso a leitura do resultado é do médico, que conhece o resultado, a idade e as condições de quem foi examinado.

O exame: o que medir e quem deve fazer

O 25(OH)D no sangue é o principal indicador do estado de vitamina D. [2] A forma ativa, o 1,25(OH)2D, em geral não é recomendada para avaliar a vitamina D, porque dura pouco no sangue e o corpo a regula de perto; pode estar normal ou até alta em quem está deficiente. [1]

A SBEM e a SBPC/ML recomendam dosar o 25(OH)D em quem tem risco de deficiência, entre eles pessoas com mais de 65 anos, gestantes, quem tem quedas repetidas, fraturas por fragilidade, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doença renal crônica ou câncer, e quem usa medicamentos que afetam a vitamina D. [1] O NIH acrescenta lactentes em aleitamento, pessoas com pouca exposição ao sol, pele escura, condições que limitam a absorção de gordura, obesidade e cirurgia bariátrica. [2]

E os sintomas? O que as fontes dizem

As buscas por vitamina D baixa trazem perguntas sobre cansaço, sono, tontura, humor e cabelo. As fontes lidas para este guia ligam a deficiência grave a raquitismo em crianças e a osteomalácia em adolescentes e adultos. [2] Elas não listam os sintomas do dia a dia como sinais da vitamina D baixa. O NIH acrescenta que, segundo a revisão da agência americana de pesquisa em saúde, não foi possível estabelecer relação firme entre a vitamina D e desfechos de saúde além dos ossos. [2]

Na prática, quem sente esses sintomas deve procurar o médico, que pode pedir o exame e investigar outras causas, em vez de tratar a vitamina D por conta própria.

Vitamina D alta e doses grandes

O excesso de vitamina D aumenta a absorção de cálcio no intestino e a reabsorção óssea, levando a cálcio alto no sangue e a sintomas como náusea, vômito, fraqueza, perda de apetite, desidratação e insuficiência renal aguda. [1] A EFSA fixou em 100 µg por dia o nível máximo tolerável para adultos, inclusive gestantes e lactantes, e observa que a população europeia dificilmente o ultrapassa, exceto usuários frequentes de suplementos com doses altas. [3]

As doses de 50.000 UI que aparecem nas buscas equivalem a 1.250 µg pela conversão da IN 28, de 1 µg para 40 UI, muito mais que a faixa de 3 a 50 µg por dia admitida em suplemento. [5] São doses de tratamento, que só o médico define depois do exame.

Onde entra o Dolce Calcio

O Dolce Calcio é um caramelo mastigável de leite, sabor caramelo com flor de sal, com 1 por dia. Ele traz 1.000 mg de cálcio e 50 µg de vitamina D3. [4] Pela IN 28, a frase permitida é: “A vitamina D auxilia na absorção de cálcio e fósforo.” O 50 µg é o teto da norma por dia. [5]

É um suplemento de cálcio e vitamina D, e não um tratamento para vitamina D baixa: quem tem resultado abaixo da faixa deve seguir a conduta do médico, e quem já usa outro produto com vitamina D deve somar as doses. O guia vitamina D3: para que serve e quanto tomar mostra essa conta, e cálcio e vitamina D explica a relação entre os dois.

Na prática

Peça ao médico o exame de 25(OH)D se você está em um dos grupos de risco, leve o resultado com as faixas deste guia para a consulta e não use dose de tratamento por conta própria. A vitamina K2, que entra na conversa sobre ossos e cálcio, tem o guia vitamina K2: para que serve, MK-7 e cuidado com anticoagulantes; os demais temas estão no guia de suplementos, e a linha do produto está na coleção Aurora.

Perguntas frequentes

Qual é o valor de referência da vitamina D?

Para a SBEM e a SBPC/ML, na população geral com menos de 65 anos, o 25(OH)D adequado fica entre 20 e 60 ng/mL, e abaixo de 20 ng/mL é deficiência. Para grupos de risco, o ideal é de 30 a 60 ng/mL. O NIH cita o limite de 20 ng/mL (50 nmol/L) como suficiente para a maioria das pessoas.

Quem deve fazer o exame de vitamina D?

A SBEM e a SBPC/ML recomendam dosar o 25(OH)D em quem tem risco de deficiência, entre eles pessoas com mais de 65 anos, gestantes, quem tem quedas repetidas, fraturas por fragilidade, osteoporose, doença renal crônica, câncer ou usa medicamentos que afetam a vitamina D. A decisão é do médico.

Vitamina D baixa causa cansaço, sono ou queda de cabelo?

As fontes lidas para este guia ligam a deficiência grave a raquitismo em crianças e a osteomalácia em adolescentes e adultos, e não listam cansaço, sono ou cabelo como sinais. Se você tem esses sintomas, procure o médico, que pode pedir o exame e investigar outras causas.

Vitamina D alta faz mal?

Pode fazer. A SBEM e a SBPC/ML apontam risco de intoxicação com 25(OH)D acima de 100 ng/mL, com excesso de cálcio no sangue e sintomas como náusea, vômito, fraqueza, perda de apetite, desidratação e insuficiência renal aguda. Segundo a SBEM e a SBPC/ML, a maioria dos relatos vem do uso de doses empíricas ou suprafisiológicas, principalmente por via injetável.

O que significa vitamina D 50.000 UI?

Pela conversão da IN 28 (1 µg equivale a 40 UI), 50.000 UI são 1.250 µg, muito acima da faixa de 3 a 50 µg por dia que a norma admite em suplemento. É uma dose que só o médico define, a partir do exame; este guia não a discute.

Fontes

  1. Moreira CA, Ferreira CEDS, Madeira M, et al. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited: a position statement from the SBEM and the SBPC. Arch Endocrinol Metab, 2020;64:462-478. Texto completo lido no Europe PMC (PMC10522078). Consultado em 06/11/2026.
  2. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements (NIH ODS). Vitamin D: Fact Sheet for Health Professionals. Atualizada em 27/06/2025. Consultado em 06/11/2026.
  3. EFSA Panel on Nutrition, Novel Foods and Food Allergens (NDA); Turck D, Bohn T, Castenmiller J, et al.. Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin D, including the derivation of a conversion factor for calcidiol monohydrate. EFSA Journal, 2023;21:e08145. Resumo lido no Europe PMC (PMID 37560437). Consultado em 06/11/2026.
  4. Eternità. Dolce Calcio · Saúde Óssea: informações do produto. Cadastro lido pela Admin API em 06/11/2026. Consultado em 06/11/2026.
  5. Anvisa. Instrução Normativa nº 28/2018, texto consolidado. Anexos I, III, IV, V e VI. Consultado em 06/11/2026.

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